Informação

O que é a KAT6A e a KAT6B?

KAT6A e KAT6B são síndromes genéticos raros que podem afetar o desenvolvimento, a comunicação e várias áreas da vida das nossas crianças. Aqui explicamos, de forma simples, o que significam estes diagnósticos e como podemos apoiar quem vive com eles.

  • Entende a origem e características dos síndromes.
  • Aprende como é feito o diagnóstico e terapias úteis.
  • Descobre o papel da comunidade e da investigação.
Síndromes raros, crianças únicas
Informação essencial

O que é a Síndrome KAT6A e KAT6B?

As Síndromes KAT6A e KAT6B são doenças genéticas extremamente raras, resultantes de alterações nos genes KAT6A ou KAT6B. Estes genes contêm instruções para proteínas importantes no desenvolvimento do cérebro e de vários sistemas do corpo — incluindo sistema nervoso, músculos, aprendizagem e linguagem.

Geralmente surgem por mutações de novo, ou seja, não vêm dos pais e acontecem pela primeira vez na criança. Os testes mais usados para identificar estas mutações incluem:

  • Sequenciação do Exoma Completo (Whole Exome Sequencing).
  • Estudos genéticos com amostra de sangue ou saliva.

Até hoje, estima-se que existam cerca de:

500 casos de KAT6A no mundo 150 casos de KAT6B no mundo
KAT6A e KAT6B
O papel dos genes KAT6A e KAT6B
explicação simples

O papel dos genes KAT6A e KAT6B

Estes genes ajudam a regular a produção de outras proteínas importantes no nosso corpo. Quando existe uma alteração genética, podem surgir diferenças no desenvolvimento e na forma como alguns sistemas do organismo funcionam.

  • O desenvolvimento cerebral pode ser diferente.
  • A aprendizagem e a comunicação podem ser afetadas.
  • Podem existir diferenças motoras e físicas.

Os cientistas ainda estão a descobrir todas as funções destes genes, por isso o conhecimento sobre estas síndromes tem evoluído muito nos últimos anos.

Como é feito o diagnóstico e acompanhamento

Um percurso simples, em três passos — diagnóstico genético, acompanhamento especializado e evolução ao ritmo de cada criança.

passo 1 Diagnóstico genético (WES) – KAT6A e KAT6B

Como se diagnostica?

O diagnóstico é feito através de testes genéticos, como a Sequenciação do Exoma Completo (WES), que identifica a mutação no gene KAT6A ou KAT6B.

  • Confirma a causa genética.
  • Ajuda a orientar o acompanhamento.
  • Evita exames desnecessários e atrasos.
Testes genéticos WES / Exoma
passo 2 Acompanhamento multidisciplinar – terapias e apoio clínico

Acompanhamento multidisciplinar

Não existe cura, mas existe acompanhamento especializado. O objetivo é promover o desenvolvimento, a comunicação e a qualidade de vida.

Neuropediatria Fisioterapia Terapia da fala Terapia ocupacional
passo 3 Prognóstico e evolução – cada criança ao seu ritmo

Prognóstico e evolução

Cada criança evolui ao seu próprio ritmo. Com apoio adequado, muitas desenvolvem autonomia, comunicação e mobilidade — e as conquistas vão surgindo passo a passo.

Progresso contínuo Apoio familiar Pequenas grandes conquistas
Recurso para famílias

Handbook KAT6A & KAT6B em Português

Um guia prático para famílias e profissionais, com informação clara sobre os síndromes KAT6A e KAT6B.

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Perguntas frequentes sobre a síndrome

  • Q. 1. A Síndrome KAT6A/KAT6B é hereditária?

    Na maioria dos casos não. A mutação é de novo, ou seja, acontece pela primeira vez na criança e não é herdada dos pais.

  • Q. 2. Como se faz o diagnóstico?

    O diagnóstico é confirmado através de testes genéticos, como a Sequenciação do Exoma Completo (WES), realizados por especialistas em genética.

  • Q. 3. Existe cura?

    Não existe cura, mas existe tratamento e acompanhamento multidisciplinar, como terapia da fala, fisioterapia e neuropediatria, que ajudam muito no desenvolvimento.

  • Q. 4. Todas as crianças têm os mesmos sintomas?

    Não. Cada criança é única e pode ter características diferentes. Existem pontos em comum, mas a evolução e necessidades variam de pessoa para pessoa.

  • Q. 5. O que posso fazer depois do diagnóstico?

     5. O que posso fazer depois do diagnóstico?

    Procurar aconselhamento médico e terapêutico, conhecer outras famílias e associações, e iniciar o acompanhamento adequado. O apoio precoce faz uma grande diferença.